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Perdi. Perdi a minha luz. Perdi minha razão, e com ela de mãos dadas minha sanidade foi junto. Você disse que acabou, e assim mesmo sem explicações, me deu as costas. Sem o menor pudor, desabei. Disse tchau para a minha compostura, e a primeira lágrima correu, e a atrás desta vinheram as outras. Os dias passaram, e tudo o que eu fazia era automático, acordar, tomar um banho, comer, etc. Algum tempo depois, comecei a voltar ao normal, comecei a me recuperar da cicatriz invisível e incurável do meu coração. Pronta para recomeçar, me deparo com você. Me deparo com você nos braços de outra, um lugar que antes eu ocupava. No mesmo instante em que me preparei para chorar, sem a menor vontade de segurar as minhas lágrimas, uma brisa gelada de inverno bate contra o meu corpo, brincando com meu cabelo, e sussurrando ao pé do meu ouvido: "Está tudo bem, você não precisa mais disso!". E com essas palavras, minha alma é lavada e absolvida daquele amor consumidor. E assim eu posso escrever 'fim', nessa história sem início algum.
Fim
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